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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Inderal para combater as extrasistoles


Amigos,
Hoje venho falar-vos sobre uma possível solução para diminuir as extrasistoles, o inderal!

INDERAL pertence a um grupo de medicamentos designados por beta bloqueantes. Isto significa que tem efeito em muitas partes do organismo, incluindo o coração.

Esta é uma solução relativamente segura para tratar alguns tipos de extrasistoles, por isso muitos cardiologistas resolvem adoptar esta droga para tratar os seus doentes.

Posso dizer-vos que já tomei e que realmente diminuiu a intensidade das minhas extrasistoles, mas também senti alguns efeitos secundários tais como brandicardia e dedos e extremidades frias.

Possíveis efeitos secundários do Inderal:
- dedos e extremidades frias
- redução do batimento cardíaco
- entorpecimento e espasmos dos dedos seguidos por calor e dor (fenómeno de Raynaud)
- perturbações do sono/pesadelos - fadiga
- diarreia
- náusea
- vómitos

Além de só poder tomar este medicamente com prescrição médica, tenha ainda atenção a algumas situações!

Não tome inderal se:

- teve ou tem alguma doença cardíaca, incluindo falha cardíaca ou bloqueio cardíaco.
- sofre ou sofreu de frequência cardíaca muito lenta ou irregular, pressão arterial muito baixa ou má circulação.
- lhe disseram que sofria de um tipo particular de dor no peito (angina), chamada angina de Prinzmetal.
- lhe disseram que sofria de feocromocitoma que não está a ser tratado com outros medicamentos. - está ou esteve em jejum prolongado recentemente.


Espero ter ajudado alguém com este artigo, para os que ainda não conheciam este tratamento falem ao vosso médico da possibilidade de tomar esta "droga".

Folheto do medicamento.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Resultados da Consulta no Cardiologista




Amigos,

Como prometido, venho falar-vos sobre a consulta que tive no cardiologista.

Poderia alongar-me e escrever aqui um testamento sobre a minha consulta, mas vamos directos ao assunto!

As minhas queixas:
  •  Dores Fortes no Peito;
  •  Sensação de escorrimento de um líquido na região no torax;
  •  Extrasistoles;

O cardiologista começou por analisar os meus exames (2 ecocardiogramas e um holter).

Em relação aos meus ecocardiogramas, apenas disse que o prolapso que tinha era com regurgitação discreta e que em principio não iria evoluir. Chamou-lhe uma derivação do normal e não doença.
Além disto, disse que não me iria colocar nenhuma restrição quanto a exercício físico, e que não precisava de fazer profilaxia nos tratamentos dentários ou em pequenas cirurgias.

Em relação ao holter, viu que as extrasistoles eram supraventriculares e que não apresentavam perigo nenhum.


Na análise dele, o meu risco cardiovascular é mínimo! Mas sabe-se lá ....

Será que o prolpaso e as extrasistoles não são assim tão graves e nós é que fazemos disto o fim do mundo?


sábado, 8 de agosto de 2015

O que é Taquicardia?



Olá Amigos,

Certamente já ouviram falar em "Taquicardia", este termo é frequentemente utilizado para descrever um excesso no número de batimentos cardíacos por minuto(bpm). Qualquer pessoa, quer seja saudável ou não, já sentiu "o coração a 1000".

Mas afinal o que é a Taquicardia?

Segundo um artigo escrito pelo Dr. Pedro Pinheiro para o site MdSaúde:

"O nosso coração, quando estamos em repouso, realiza entre 60 e 100 batimentos por minuto. São, portanto, em média, 4.800 batimentos por hora e 115.200 batimentos por dia.

No ápice do átrio direito (aurícula direita), na ponta de cima do coração, encontra-se a sua fonte elétrica, chamada de nodo sinusal. O nodo sinusal produz, em uma frequência regular, uma descarga elétrica que induz a contração dos músculos cardíacos. Qualquer batimento cardíaco normal sempre se origina de um impulso elétrico originado neste nodo, por isso, chamamos o ritmo cardíaco normal de ritmo sinusal.

O caminho normal desta corrente elétrica segue primeiro para ambos os átrios (aurículas) e, depois, desce para os ventrículos. Esses impulsos elétricos são gerados a uma frequência média de 80 por minuto, podendo variar entre 60 e 100 bpm."

Toda vez que temos uma frequência cardíaca superior a 100bpm estamos em taquicardia!

Causas comuns para este "fenómeno" ocorrer ?
  • Quadros psiquiátricos como síndrome do pânico, distúrbios de ansiedade e depressão
  • Exercício físico
  • Stress Emocional
  • Hipertireoidismo
  • Hipoglicémia

Espero que tenham gostado do meu artigo, cuidem-se!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O que é uma ablação?


Olá Amigos,
Tudo bem com vocês?

Já é sexta-feira, aquele dia da semana tão aguardado não é verdade? A semana custou a passar, mas agora é tempo para aproveitar o fim-de-semana.

Hoje vou falar-vos de um tema que eu próprio andei a investigar por curiosidade. Quando fui ao cardiologista devido às minhas extrasistoles, o Doutor falou-me num tratamento a que algumas pessoas se submetiam para reduzir o número de extrasistoles, chamava-se "ablação" e parece que tinha bons resultados. Como na opinião dele eu ainda não necessitava, resolveu não entrar em muitos detalhes, pelo que fiquei sem saber realmente o que era este tratamento.

Mas afinal o que é ablação?

A ablação é um procedimento minimamente invasivo no qual o médico passa um fino tubo flexível (cateter) através dos vasos sanguíneos até o seu coração para eliminar rotas elétricas (sinais) anormais no tecido cardíaco.
Se tiver fibrilação atrial que não tenha respondido à medicação, o seu médico poderá recomendar uma ablação por cateter.

Como não percebo muito do assunto, recomendo que visitem o seguinte blog sobre um rapaz que tem fibrilhação arterial, vão encontrar muita informação detalhada sobre este tema.

Abraço

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Formas para combater as extrasistoles



Olá Amigos,

Espero que esteja tudo bem com vocês.

Hoje vou deixar-vos aqui algumas dicas para combater as extrasistoles!

Cafeína!
Como já foi mencionado em alguns comentários, o uso de qualquer bebida que contenha cafeína é expressamente proibida! Como sabemos a cafeína é um forte estimulante do sistema nervoso e produz alguma excitação, e como tal aumenta o batimento cardíaco, o que pode levar ao aparecimento de mais extrasistoles. Tente então não consumir café, chá pretobebidas energéticas como Red Bull ou Monster.

Ansiedade
A ansiedade é uma das principais causas das extrasistoles, além das "nossas" batidas extras, andar ansioso pode causar diversos sintomas a nível cardíaco, tais como:
  • Aperto no peito
  • Pulsação muito rápida
  • Palpitações ou arritmias (batimento irregular, as vezes parece que falta uma batida e o coração vai parar)
Sabendo isto, tente relaxar! Quanto mais ansioso andar mais extrasistoles vai ter, e quanto mais extrasistoles tiver mais ansioso vai estar. Isto pode tornar-se num ciclo!

Recomendo a leitura deste artigo: http://ataquespanico.pt/tecnicas-de-relaxamento-1/

Exercício físico!
Fazer algum exercício físico ajuda a combater ansiedade e a ganhar alguma resistência cardíaca.
Tente praticar exercício algumas vezes por semana, vai sentir-se bem!



Até a próxima!






quinta-feira, 27 de novembro de 2014

As temidas pausas compensatórias


Olá Amigos,

Espero que esteja tudo bem.

Hoje deixo aqui o link para um artigo escrito num blog brasileiro por um cardiologista, abaixo do artigo podem ler os comentários de algumas pessoas com o mesmo problema.

Link: http://www.sopronocoracao.com/2012/02/24/extra-sistoles-e-suas-temidas-pausas-compensatorias/

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Extra-sístoles em pormenor

Extra-sístoles

As extra-sístoles são falhas de um batimento cardíaco, também chamadas palpitações, ritmos galopantes, etc. São sensações subjectivamente descritas como um tanto desagradáveis. Há pessoas que sentem a extra-sístole como a falha de um batimento, em que o ritmo cardíaco abranda; outras sentem-na como um aumento do ritmo cardíaco; e outras ainda sentem-na como um ritmo cardíaco irregular. Algumas pessoas sentem a extra-sístole como uma alternância entre o abrandamento, a aceleração ou a irregularidade do ritmo cardíaco.

Quando um doente consulta o médico por causa destes sintomas, em geral, nós auscultamo-lo e prescrevemos um ECG (electrocardiograma). Por vezes, verifica-se que a falha de um batimento foi apenas passageira e não aparece no ECG. Daí a importância do ECG de 24 horas na detecção de ritmos cardíacos irregulares e na identificação das suas causas. Em muitos casos, o ECG diagnostica directamente a disfunção rítmica causadora da extra-sístole. Muitos são os casos em que o problema envolve extra-batimentos com origem nas aurículas ou nos ventrículos. O intervalo entre um extra-batimento deste tipo e um ritmo normal pode ser mais curto ou mais longo do que o habitual. Por vezes, um extra-batimento sente-se com particular intensidade. Além destes extra-batimentos, podem sentir-se outras arritmias cardíacas subjectivamente definidas como falha de um batimento ou ritmo galopante. Podem ainda assumir a forma de breves períodos de fibrilhação auricular com um ritmo cardíaco mais rápido ou mais lento, ou fases curtas de batimentos muito mais rápidos e batimentos regulares (taquicardia sinusal). São também comuns as extra-sístoles dicróticas e os breves períodos de vários extra-batimentos.

As extra-sístoles têm muitas causas. Em muitas pessoas (saudáveis ou com doença cardíaca), o coração pode falhar um batimento em casos de forte comoção (alegria ou preocupação). Em pessoas com doenças cardíacas, pode haver outras causas, por exemplo, doença coronária, doença do miocárdio ou defeitos valvulares. Há ainda drogas, cujo efeito lateral pode ocasionalmente produzir ou intensificar extra-sístoles. Em algumas pessoas, as extra-sístoles são induzidas pela cafeína, a nicotina ou o álcool.


Em muitos doentes, a fibrilhação ocasional ou persistente pode ser a causa da sensação de falha de um batimento. Neste tipo de arritmia, as aurículas fibrilham, isto é, não contraem como deviam, e a condução de impulsos da aurícula para o ventrículo torna-se completamente irregular.

A irregularidade do ritmo cardíaco também pode dever-se a estados não relacionados com o coração. As disfunções da tiróide ou as deficiências minerais (principalmente a falta de potássio) são, muitas vezes, as causas.

É importante diagnosticar o ritmo cardíaco irregular, para permitir a identificação exacta da causa subjacente. Como já foi explicado, a noção subjectiva de ritmo cardíaco irregular pode ocultar, em termos objectivos, várias formas de arritmia. Estes diferentes defeitos do ritmo cardíaco requerem tratamentos igualmente diferenciados. Os ECG normais e de 24 horas são da maior importância para fins de diagnóstico. Podem ser necessários exames mais aprofundados, como o ECG de esforço, ou ecocardiografia e, por vezes até, o cateterismo cardíaco e medições electrofisiológicas (exames cardíacos com cateter, em que o cateter é utilizado para medir a corrente ou fornecer impulsos eléctricos em vários pontos dentro do coração).

Como já foi dito, o tipo e a gravidade da arritmia cardíaca subjacente desempenham um papel crucial na decisão sobre o tratamento a dar para um ritmo cardíaco irregular. Em muitas pessoas, a sensação subjectiva de extra-sístole é causada por extra-batimentos individuais, sem haver sinais de doença orgânica. Neste caso, felizmente, pode não ser necessário qualquer tratamento. No entanto, quando estes extra-batimentos provocam uma sensação de grande desconforto e exercem um efeito adverso subjectivo no doente, deve ser tentada alguma medicação - sobretudo bloqueadores beta. Trata-se de uma abordagem sintomática, que serve para melhorar a qualidade de vida sem, necessariamente, a prolongar. Se a causa de um ritmo cardíaco irregular for um estado cardíaco ou qualquer outra disfunção orgânica, este estado tem de ser tratado primeiro. Em muitos casos, a arritmia pára por si mesma.


Algumas arritmias cardíacas que dão origem a uma sensação de ritmo cardíaco irregular têm um efeito adverso no prognóstico vital, sem darem uma sensação de grande desconforto ou não ser encontrada nenhuma doença subjacente significativa. Uma é a fibrilhação auricular, como já foi mencionado, e a outra é a ocorrência paroxística d uma ou muitas extra-sístoles ventriculares sucessivas. Os problemas específicos associados a esta arritmia cardíaca e as suas formas de tratamento serão discutidos na próxima edição de "Heart Valve".


Sintomas de ritmo cardíaco irregular, por ordem de frequência:

Palpitações,
Falta de fôlego,
Suores,
Dores no peito, sensação de opressão,
Fadiga,
Náusea, dor de cabeça,
Ansiedade,
Tonturas,
Aumento do número de micções,
Ausência de sintomas






Dr. med. Klaus Undeutsch, Rehabilitation clinic for heart diseases, 57319 Bad Berleburg/Germany (2003)